4 de agosto de 2017

Carta

Querida mãe.

Ao contrário do que tu gostarias, o momento não é de calmaria.
Sei que foi para teu bem, mas custa-me a compreender. Porquê tu?
As nossas conversas fazem-me falta. Tanta falta! Atravesso um momento de dúvidas muito densas:
- não sei como revitalizar o mínimo de segurança, de tranquilidade. Que decisões/opões tomar? As escolhas que fiz parecem descambar;
- não sei em quem confiar, desconfiando de todos. Especialmente de quem sempre esteve e mesmo presente não consegue compreender-me.
 Não sei nada, mãe. «O que dirias, tu?»
Quem sou eu além de ti?
Fazes-me falta…os espaços vazios de ti parecem já não me embalar.
Não é a primeira e nem a última carta que te escrevo. Muito fica por dizer e outro tanto por calar..
Amo-te muito, mãe.
Tua Anita.


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