8 de dezembro de 2016

Uma árvore no deserto



Era uma árvore despida no deserto.
De raízes cravadas na areia, balançava a favor do vento, ignorando a sede.
Imaginava-se num jardim magnífico; ouvinte de histórias sussurradas à sombra de si, as brincadeiras e os abraços de criança eram o único alimento ilusório.
De tempestade em tempestade o tronco mirrava.

Por ali permanecia sem saber se estava à espera de sobreviver ou de se transmudar em fóssil.
Os fósseis nada sentem.

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