30 de novembro de 2016

M de música



Na esfera pessoal a música pode assumir múltiplos significados. Tem o poder de alterar estados de humor, seja uma emoção, um pensamento ou até um sentimento.
Tenho alguma dificuldade em segmentar gostos musicais por estilos. Vagueio por um mapa de referências em constante evolução. O que ouço suprime a necessidade do momento, ainda que seja uma mistura de álbuns. Tenho dias de reggae, de soul, de rock, de pop, de clássico, de flashback aos anos às décadas antecedentes e por aí a fora.
Música é palavra dita, sussurrada, calada... é melodia, é ritmo que pulsa.

Dito isto, está inaugurada a rubrica PlayMusic. 

27 de novembro de 2016

Pensamento #11




“Os momentos mais fortes de nossas vidas acontecem quando amarramos as pequenas luzinhas criadas pela coragem, pela compaixão e pelo vínculo, e as vemos brilhar na escuridão de nossas batalhas."

Brené Brown

18 de novembro de 2016

Hora de dizer basta

Dizem que a essência da vida consiste em andar para frente. 


Momentos há em que somos impelidos a tomar opções outrora inimagináveis. São situações inequivocamente inesperadas pautadas pelo sentimento de incredulidade. 
Há pessoas com quem temos um laço de parentesco, à medida que o tempo passa estabelece-se uma relação. Chega-se ao ponto em concebemos a ideia de que aquele ser é alguém próximo de nós afectivamente. 
Quando despertamos no meio de um filme indecifrável patenteado por diálogos ofensivos e acusações dirigidos não só a nós, mesmos, como àqueles que nos são mais que tudo e que por vezes não se podem defender,  a percepção altera-se substancialmente.
Nos primeiros instantes o coração aperta-se, gera-se o caos, a cabeça entra em modo de processamento a fim de compreender o que se está a passar.
A seguir surgem dúvidas: “será que compreendi bem o guião?”; “será que vi um episódio descontextualizado?”

Fiel ao princípio de que todos temos o direito a errar, procura-se esclarecer a posição da pessoa com a atitude de não-julgamento. É um momento crucial em que devemos estar serenos e conscientes de que aquela relação,  tal como era, deixou de existir. Importa aceitar que há duas opções em aberto: a) reconstruir o laço afectivo existente; b) a relação termina.

Posso partilhar que no caso em particular a opção b prevaleceu. Contudo, já passei por histórias em que a relação se reconstruir com pilares mais sólidos.

A reflexão a fazer remete para o seguinte: o término de uma relação de qualquer natureza não significa manter em nós aqueles sentimentos tóxicos aliados à mágoa. É melhor aceitar que simplesmente é como é. Se não resultou é porque não tinha de ser. Amor-próprio não é sinónimo de narcisismo como por vezes se pensa. Significa coragem! Coragem para não aceitar o inaceitável; coragem para dizer basta e afastar quem se mostra predisposto a tratar-nos sem respeito e autenticidade. 
Quanto mais verdadeiro for o amor-próprio maior será o amor ao próximo. Como tal, é pertinente aceitar os erros dos outros, perdoá-los e perdoarmo-nos a nós mesmos. Só assim se chega verdadeiramente ao fim de uma relação de forma saudável. Diria que, na prática, é inútil afastarmo-nos da(s) pessoa(s) se formos incapazes de desligar – fechar o livro, arrumando-o no local apropriado.
Nós é que escolhemos quais os afectos que queremos construir e alimentar. Os maus-tratos continuados entre adultos são o somatório de actos de violência física e psicológica. Sejamos fortes o suficiente para cortar o mal pela raiz e quanto mais cedo melhor. 

1 de novembro de 2016

Sensações que nutrem


Aquela sensação de cabelo em crescimento: cobre o pescoço e começa a querer tocar nas costas.
Aquele momento em que te permites desfrutar de cuidados dignos de um SPA, sentido-te mais leve e relaxada.
Aquele copo de água capaz de te saciar.
Aquele livro  na estante que te descobre.
Aquela música que possa a ser tua.
Aquela conversa tão simples e harmoniosa.
Aquele silêncio que queres compor.
(...)
São pequenos grandiosos momentos assim que tonificam as nossas raízes.