12 de agosto de 2016

The Gymnastica III

Outro pedaço da viagem à Alemanha. 

A perspectiva inicial era de não termos de actuar todos os dias, contudo o programa definiu o inverso. O itinerário das exibições será desenvolvido num texto seguinte.

Ao segundo dia fomos passear até à cidade de Benshein.  Segundo consta tem mais de 40.000 habitantes e é a maior cidade do distrito de Bergstrasse.

Havia-se perguntado a acessibilidade do comboio. A resposta anunciava alguma reserva mas indicava que uma das locomotivas a fazer a viagem de ida e volta teria acessibilidade para transportar pessoas utilizadoras de cadeiras de rodas eléctrica. 
Chegámos à estação a contar que tudo estaria em ordem. Tchan! Tan, tan tan.. aparece o dito comboio todo XPTO: portas largas com uma mini rampa automática que parou a uns 30-40 centímetros do chão. “Ó foda-se e agora? Vou dizer para irem eles e eu fico por cá.” Disse sem falar.
[Faço um à parte para explicar que em situações como esta quando se está com outras pessoas é complicado digerir aquela sensação de estar a privá-las de algo por via da falta de acessibilidade.]
Numa fracção de segundos, antes de ter tempo de assimilar o turbilhão de pensamentos, entre transeuntes e conhecidos elevaram a cadeira em peso (qual peso? 112kg dela + 45kkg meus). E catrapum, estava lá dentro! ” Yehhh!!! “ (Palmas!)
Imenso espaço, lugares para a cadeira com óptima vista; sem utilizar deparo-me com um wc adaptado digno de um hotel. Quase fiquei com ar de saloia!  Ai pensei: “ok, os indícios são positivos. Aquela estação é uma entre muitas. É impossível que seja assim em todas, não tem lógica nenhuma.“   Desfrutei da paisagem, sorrindo por estar tudo bem. Ao chegar ao destino o filme repete-se. Sim é verdade, dá vontade de rir à gargalhada, certo? Enfim, são humanos!
O regresso teve um atenuante, em Benshein a rampa ficou ao nível do solo, contudo para sair em Burstad mais uma vez a ajuda das pessoas superou toda e qualquer barreira. Conclusão:  a atitude é o pilar basilar da (in)acessibilidade. (Futuramente voltarei a este tema com maior amplitude.)

Vamos ao que interessa: o passeio por Benshein. 

28-7-2016 em Benshein.

A cidade é um pouco mais evoluída do que Burstad, embora não tenha estilo de grande cidade. Apaixonei-me perdidamente pela arquitectura paisagística. As casas, os candeeiros de rua com canteiros floridos, o jardim com sombras refrescantes, as lojas com montras, as esplanadas.
Ficaram monumentos por visitar por causa das escadas. 

Um dia bem passado.  

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