9 de janeiro de 2018

Pensamento #25


Simplificar é o caminho.

4 de janeiro de 2018

#leitura







O livro "Renascer," de Kamal Ravikant despertou em mim um interesse inesperado, quase um chamamento. 
Comprei-o em promoção. Logo a seguir, quando vi a comparação com Paulo Coelho, fiquei desiludida e arrependida. Esteve na prateleira uns tempos, até que a curiosidade venceu.
Uma obra surpreendente. Bom alinhamento da narrativa. 
Confesso que me trouxe algumas respostas sem ter lido com esse fim. 
Recomendo vivamente.

Sinopse

Esta é a história de um homem que procura um sentido para a vida. E que só o encontra no Caminho de Santiago. Amit é americano, está na Índia, leva consigo as cinzas do pai, para as libertar nas águas do Rio Ganges. Amargurado, triste, chegou a um ponto em que nada parece fazer sentido. Não acredita em Deus, na meditação, no trabalho ou no amor. À procura de respostas, os seus passos conduzem-no a Dharamsala, a pequena aldeia no sopé dos Himalaias onde vive o Dalai Lama. Um monge que encontra pelo caminho, e a quem pede conselhos, conta-lhe um segredo: para encontrar a paz é preciso dizer que sim a tudo, dizer que sim à vida.  Não é esta, porém, a resposta que Amit procura. De volta à pousada, ao fim do dia, conhece um italiano que sonha em fazer o mítico Caminho de Santiago: “Todos se encontram a si próprios no Caminho”, diz ele. “Todos. Sem o saber, Amit já começou a peregrinação. Em breve chegará a Espanha, onde o esperam 850 quilómetros de uma longa caminhada, que completará em 37 dias. Através de paisagens de uma beleza de cortar a respiração, o relutante peregrino descobre que não está só. Há sempre alguém que o acompanha, há histórias para partilhar, amizades que nascem e crescem à beira da estrada. Renascer é um romance mágico que na tradição das obras de Paulo Coelho e Mitch Albom nos fala do perdão, das coincidências, e do amor que renasce das cinzas.



31 de dezembro de 2017

Em 2018...


Em 2018 espero por mim.
Vou renovar-me.
Quero caminhar de mão dada comigo, quebrar as amarras que me prendem aos medos imaginados, que me ocultam naquilo que não sou mas acredito ser.
Quero serenar o peito. Arrumar os "porquês" do sabor amargo do desgosto e da saudade.
Vou perdoar os meus erros: apreciar as minhas imperfeições de espírito aberto, tanto para corrigir como para aceitar. Sou imperfeita e sempre serei, faz parte da condição humana. Não posso e nem poderia alterar os acontecimentos.
Vou gostar de mim sem me considerar mais importante que ninguém, mas sem que ninguém dite ou defina a minha real importância.
Vou ouvir-me, escutar-me, escolher por mim, aprender sempre com os outros, com humildade e aceitação.
Não conto com facilitismo e nem com truques de magia ilusória.
Espero apenas observar que em 2018 sobrevivi a 2017 com vontade e condições para prosseguir em frente.

Sejamos felizes.

15 de dezembro de 2017

Ao mar

#palavras ao mar

Tanto para te dizer entre silêncios.
Sei que não tenho feito justiça, cumprindo o que tu desejarias.
É difícil imaginar o que me dirias se cá estivesses. Cruelmente tens vindo a tornar-te numa sucessão de imagens estáticas e sem voz. Quando eu mais preciso dessa voz para me  orientar, para me impedir de sucumbir a estas trevas.
“O que é que eu vou fazer?” – Diz-me.
“O que é que eu posso fazer e como?” – Pergunto aos céus. Um céu, agora, tão distante.

Contigo foram as raízes que me sustentavam. Ter-te sobrevivido 11 longos meses é uma morte lenta e dolorosa. Que ela acelere e me alivie, mãe.

11 de dezembro de 2017

Pensamento #24

Sobreviver a alguém que nos completa é deambular pela morte disfarçada de vida.

5 de dezembro de 2017

Sem saber de mim


Neste tempo de ninguém, não sei de mim.
Se as noites são em claro, os dias são pautados por um fingimento abusivo. Um faz de conta que está tudo bem. Faz de conta que durmo, que esqueci, que superei, que sei o que ando a fazer, que conheço os trilhos por onde  me arrasto.
Se casualmente me apanham sem máscaras com uma lágrima mal engolida, caem-me em cima. Admiram-se por me perder na saudade da luz compreensiva e aconchegante  - a minha mãe. 
Às vezes devíamos poder chorar isentos de culpas. Respeitando—se, assim, a condição de ser humano.
É difícil trespassar determinadas questões em silêncio, nenhuma mulher deveria atravessá-las dessa forma. 
Mais do que me sentir sozinha, sinto-me a mais num espaço onde não pertenço.
O peito a latejar espelha uma alma ensanguentada. Não sei de mim. Não sei dos pedaços que me faltam. Por vezes, desejo inconscientemente que os cacos que ficaram presos por um fio fossem esmagados. Pondo fim a esta dor sufocante e impeditiva de respirar.

29 de novembro de 2017

Pensamento #23

Tenho saudades.  Oh, se tenho!
Quando choro, parece que me vou perder num recanto sem regresso. Mas as lágrimas não lavam as saudades deste mar estagnado.