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À Estrela...

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Ontem cumpriram-se 32 meses. Tantas vezes duvidei conseguir respirar com esta dor. É doloroso não existirem abraços, não conversar sobre o que está preso em mim; sufoca e bloqueia.  Precisava que me orientasses. Acho que estou mais perdida do que nunca.  Mãe, não me abandones agora. Desconheço os poderes de uma estrela, de um espírito de  luz... mas humildemente te peço ajuda.

Está feito!

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A vida obriga a fazer escolhas difíceis, a ter atitudes radicais que pareciam impossíveis.  Fugir de confusões, de mentiras, de hipocrisias, de incongruências, em prol da própria paz é o melhor a fazer. Por mais que o coração demore o seu tempo a tomar consciência do quão burro foi, não comanda a vida.  É o preço do crescimento / evolução que, quando consolidados, a sensação é libertadora e pacífica. 

Espremido como bagos de uva

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Por estes dias o peito espremia o coração como bagos de uva. O meu primo, um irmão de coração, foi operado à coluna pela terceira vez. Uma série de complicações e  riscos  acrescidos a uma cirurgia recusada por três cirurgiões, no mínimo. Ele ultrapassou o limite da capacidade de suportar dores incapacitantes. Tomou analgésicos fortíssimos, alguns com morfina, apesar de ter sido alertado pelos médicos a não recorrer a eles diariamente.
Seis anos mais nova, conheço-o muito bem. Sei que se as coisas corressem... e ele perdesse o andar, não teria os recursos internos necessários para se adaptar a essa/esta crua realidade com tanto por desbravar. Não é alguém revoltado mas facilmente se entregaria à tristeza castradora.
Há pouco tempo comecei a ficar ainda mais preocupada. A minha tia tem apresentado um quadro clínico complexo a degradar-se semanalmente. Ao ponto de o cardiologista querer interná-la, ela recusa e ele já não insiste. Há uns meses partiu o colo do fémur, há poucas semanas …

O Voo

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Sem cor,
Certezas com décadas
De areia
O voo é oco
No valor
Ideia
De regressar
Onde tudo
É nada a planar.

Recon(des)truir

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Sinto um cansaço avassalador.  Ultimamente tenho sentido terríveis dores de cabeça - sei bem porquê. Tenho sintomas de quebra de tensão, não chego a desmaiar, mas fecho os olhos por inércia causada por falta de força anímica. Chateou-me ter acontecido durante um atendimento. Ditava o conteúdo de uma carta de apresentação e por momentos apaguei, dei por mim de olhos fechados. Felizmente ninguém notou nada de especial - esse é o meu maior receio. Andar com tonturas sem perceber bem onde estou é-me familiar, já me habituei. Tenho a prescrição de análises para fazer. Mas para quê? Permito-me ser egoísta. Para quê procurar mais lenha para me coçar? Adianta alguma coisa empregar energia a importar-me? Não, só me vou cansar ainda mais a explicar, a ser julgada/culpabilizada. Aquele "tu, não andas porque não queres", ainda ressoa. Não desejo mal a ninguém, mas há quem devesse passar uma semana sem liberdade total de movimentos. Talvez essa vivência atribuísse um pouco de humanidade…

Adeus agosto 2019!

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Contrariamente à tendência do que se lê sobre o tão esperado mês, não vou pintar apetrechos de nostalgia. Não! Agosto foi cruel. Desci bastante, calcorreei ruas e baldios do impossível, inimaginável e consequentemente inarrável. Pelo menos uma parte. Observei pessoas a saírem da minha vida. Não as prendi, pelo contrário agilizei a parte prática para que sua vontade se cumprisse. Observei aquele carro a partir com tantas histórias resumidas a nada. Sangrei da alma mas escondi. Quase enlouqueci com os gritos e com as reações acusatórias sem nexo deixando-me anestesiada de perplexidade. As palavras cruéis e desumanas que nem a um animal se cospe para cima. As perseguições persistem ao pé do emprego e não só, apesar de eu recusar qualquer contato. Uma consulta médica pouco fácil. Em suma, foi isto: zapping de acontecimentos. Pouco ou nada desabafei. Quando reuni forças para tal, não houve grande abertura, o abraço, o ombro para me recompor. Não estou a julgar. É o que é! Como lições apre…

Palavra derramada

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Só amei  o que tinha fim  e tudo que amei  se eternizou.
Mia Couto